[ENTREVISTA] BoA: Voando de ‘No. 1’ para ‘Only One’

Não importa quantas barreiras estiveram no caminho dela, chegar ao topo nunca foi um problema para BoA.

Eu odiava pessoas me dizendo: ‘Porque você é a BoA (desprezando todos os meus esforços)“.
A cantora de 26 anos se tornou uma figura pública com 13 anos, quando surgiu uma tendência crescente para várias agências de talento e produtores de estações de TV em procurar e treinar jovens ídolos adolescentes.

Alguns chegaram longe, alguns falharam, alguns ficaram exatamente onde estavam quando começaram. Enquanto não havia regras e instruções para eles crescerem como verdadeiras estrelas K-pop, BoA sempre acreditou verdadeiramente em si mesma e lutou para se tornar a Nº 1.

E ela se tornou.

Navegando os cenários musicais do K-pop e do J-pop, a cantora de ‘No. 1’ agora pretende iniciar o próximo camido de sua vida se tornando a única, ou ‘Only One’ de sua espécie.

De volta ao cenário musical com seu sétimo álbum de estúdio, ‘Only One’, BoA compartilhou seus pensamentos sobre sua música e suas recentes experiências na TV em uma entrevista realizada no Westing Chosun Hotel, em Seul, no dia 26 de julho.

“’The Shadow’ captura como eu acho que meus fãs me percebem.”

O programa de talentos ‘K-pop Star’ definivamente foi um dos pontos de mudança da vida dela, que fez a cantora refletir em seu passado e planejar o futuro. Ver futuros artistas surgirem e aperfeiçoarem suas habilidades e passarem por falhas amargas foi uma chance para BoA se esquecer da sua vida atribulada atual e refletir sobre os primeiros anos de sua carreira.

Quando vejo os participantes desenvolverem e desanimarem em alguns momentos, eu me sentia triste mas orgulhosa. Acho que é exatamente como meus fãs me vêem. ‘The Shadow’ captura como eu acho que os meus fãs me percebem. Não é muito esperançosa ou otimista, mas mostra a que a dificuldade que os cantores enfrentam são bem realistas“, declarou BoA.

“O padrão de ‘músicas realmente boas’ é bem pessoal. Para mim, são músicas que eu gosto e das quais me sinto orgulhosa.”

‘Only one’ é composto de sete canções excluindo as duas versões instrumentais da faixa-título/promocional e de ‘The Shadow’.

Quando questionada sobre se concordava que faltam algumas faixas para que o disco seja chamado de álbum completo, BoA afirmou com segurança que a qualidade de um álbum é tudo que importa para ela.

Contar quantas músicas estão listadas em um álbum não é uma prioridade para mim. O que realmente importa é fazer um álbum com “músicas realmente boas”. Eu não queria diminuir a qualidade do meu álbum para fazer com que ele parecesse cheio. O padrão de ‘músicas realmente boas’ é bastante pessoal. Para mim, são músicas que eu gosto e das quais eu me orgulho.

Ela deu continuidade dizendo que a tendência de gêneros musicais e estilo é um dos fatores importantes a serem considerados ao produzir um álbum. O que mais importa, porém, é fazer uma música que fique no coração das pessoas para sempre, com letra e melodias.

Eu tenho feito música eletrônica há um bom tempo. Então percebi que sons eletrônicos podem ser colocados em uma música em algumas partes mas não devem ser o tema principal. Eu também queria criar uma canção com uma boa melodia. O estilo musical que eu possuo muda todo ano e tem uma grande influência nos álbuns que eu lanço. ‘Only One’ foi especialmente afetado bastante por isso.

“Este tipo de coreografia baseada em hip-hop é o que eu gosto e no que eu sou boa.”

O grupo de coreógrafos Nappy Taps veio à minha cabeça no processo de escrever e compor ‘Only One’. Eles sabem sobre meu estilo de dança melhor do que ninguém porque nós trabalhamos juntos durante meses para gravar o filme ‘COBU 3D’. Eu escolhi usar tênis porque dançar com salto não ajudaria a manter a expressão original. Este tipo de coreografia baseada em hip-hop é o eu gosto e no que eu sou boa.

“Eu prefiro relacionamentos curtos e profundos do que longos e superficiais”

Porém, por trás de sua carreira brilhante no centro das atenções como cantora, dançarina e atriz, existe uma mulher normal com seus 20 e poucos anos. O talvez, muito normal.

Estou muito ocupada quando estou em casa. As pessoas acham que eu descanso em casa mas ouvir música, ler livros e assistir séries de TV e filmes são grandes fontes de aprendizado. Eu me inspiro para minha música passando tempoa ssim mas música requer trabalhar com instrumentos sozinha.

“A única coisa que eu não posso deixar na minha vida sou eu mesma”

Por mais de uma década ela travou uma luta solitária contra si mesma. No seu caminho para o sucesso, BoA teve que abrir mão de diversos momentos únicos da sua vida, até mesmo lembranças preciosas da infância, para ter uma mão firme sobre a direção da sua vida.

Ter fama ou ser uma celebridade não eram as maiores prioridades da sua vida. A pequena gigante tinha planos maiores que este.

Eu tinha dúvidas sobre ter uma longa carreira de cantora. Em algum ponto eu percebi que, uma vez celebridade na Coreia, para sempre celebridade. Mesmo quando você está fora dos holofotes, rumores e fofocas te cercam online e na TV. Mas eu vi que não consigo deixar este grabalho. Eu não podia e não posso controlar isso. Depois de tudo, a única coisa que não posso deixar na minha vida sou eu mesma.

Fonte: 10Asia
Tradução/Adaptação: Lílian Fernandes @ sarangingayo.com.br
Por favor, não retirar do SarangInGayo sem os devidos créditos.

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